Dec

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UNE - A ESCOLINHA DA CORRUPÇÃO

By Manuel Fanego

É incrível como as práticas de moralidade duvidosa da esquerda, que domina a UNE, começa a vir à tona somente agora. A prática comum neste meio estudantil (UNE, UPE e Cia.) é receber verba, de todas as formas possíveis, e não prestar contas. Ninguém aqui está falando que o fim dado para tal verba é ilícito, mas não prestar contas, isto sim é ilegal e imoral. Diariamente, nos deparamos com notícias sobre corrupção e agora os “estudantes-militantes”, vulgos “futuro na nação, geração coca-cola, etc.”, demonstram que fizeram a lição de casa.

Como criticar a corrupção sendo corrupto? Como pleitear a transparência não sendo transparente?

A nossa lendária UPE (há quase meia década sem ação relevante alguma) partilha da mesma falta de transparência presente na UNE e, pior, até agora não se manifestou sobre o lamentável fato. “Quem se cala, consente”, será que este velho jargão está certo?

Lendo esta matéria me recordei de um belo cântico (cantado incansavelmente pela militância esquerdista no último congresso da UPE quando faltavam propostas ou respostas nas plenárias), dotado de uma musicalidade ímpar e rimas emocionantes. Sabem de qual cântico estou falando?

 

“UPÊ, UPÊ…..EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO” (repete 2X)

 

Por fim, faço uma sugestão aos militantes que compões a maioria da mesa diretora da Entidade, sob o argumento de que aquele belo hino deve ser atualizado, ou melhor, contextualizado, eu sei que vocês não são lá muito favoráveis à evolução e modernização, mas vejam como o cântico que vou lhes sugerir é mais próximo da realidade:

 

“UPÊ, UPÊ….CORRUPÇÃO, CORRUPÇÃO” (repete enquanto a esquerda dominar o movimento estudantil)

Manuel Fanego

OBS. segue o link com a notícia completa:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,une-e-suspeita-de-fraudar-convenios-com-ministerio-da-cultura,473649,0.htm

Dec

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Direção da UNE envergonha estudantes

By Mounir Chaowiche Junior

Aliada do governo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) fraudou convênios, forjou orçamentos e não prestou contas de recursos públicos recebidos nos últimos dois anos. A entidade chegou a apresentar documentos de uma empresa de segurança fantasma, com sede na Bahia, para conseguir aprovar um patrocínio para o encontro nacional em Brasília. Dados do Ministério da Cultura revelam que pelo menos nove convênios celebrados com a UNE, totalizando R$ 2,9 milhões, estão em situação irregular - a organização estudantil toma dinheiro público, mas não diz nem quanto gastou nem como gastou.

O Estado analisou dois convênios com prazo de prestação de contas expirado no ministério: o Congresso Nacional da UNE, realizado em julho, em Brasília, e o projeto Sempre Jovem e Sexagenária, celebrado em 2008, que tinha como meta produzir - até 4 de junho - 10 mil livros e um documentário sobre a história estudantil secundarista. O presidente da entidade, Augusto Chagas, de 27 anos, promete devolver o dinheiro, se forem comprovadas irregularidades.
Apesar de o governo ter repassado R$ 826 mil para os projetos, a entidade, mesmo cobrada, não entrega extratos bancários e notas fiscais, nem cumpre a “execução dos objetivos”, os livros e o documentário. Sobre os livros, uma cláusula do contrato diz que a UNE teria 60 dias para prestar contas, a partir de junho, ou restituir em 30 dias as verbas não usadas. Não fez nem uma coisa nem outra.

Fonte: Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo
sábado, 28 de novembro de 2009

Nov

23

Quanto menos, melhor!

By Mounir Chaowiche Junior

Há pouco mais de 5 anos, várias instituições eram referências no Paraná em áreas específicas de ensino, como: saúde, business, humanas ou exatas. Mas com o crescimento dos programas de incentivos fiscais e descuido do MEC na fiscalização das instituições, milhares de faculdades passaram a Centro Universitário. Nesta categoria, as insituições podem ter vários cursos, mas diferentemente das universidades não são obrigadas a realizar pesquisa. Abaixo, segue um trecho de uma matéria divulgada na Veja que retrata que as instituições que resistiram à essa tentação continuam despontando:

O fenômeno das instituições menores e especializadas resiste à uma tendência que vem se acentuando no Brasil desde a década de 60. De lá para cá, as universidades públicas – praticamente as únicas existentes no país até os anos 90 – foram se agigantando com o objetivo de suprir a altíssima demanda brasileira por ensino superior. Numa frente mais recente, o governo também deu incentivos para que as faculdades privadas expandissem sua oferta de cursos para além dos oito que, segundo a lei, são o mínimo necessário para que uma instituição de ensino superior possa pleitear o status de universidade. Avalia Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: “É difícil preservar a excelência em grande escala. O resultado para o ensino não é bom”. Nos Estados Unidos, mesmo universidades que não são exatamente pequenas nem especializadas numa única área, como Harvard e Yale, não chegam a ter mais do que 15 000 alunos – algo como um terço do que têm as grandes universidades brasileiras – e se beneficiam disso. Por razões óbvias: em modelos mais enxutos, é naturalmente mais fácil zelar pelo padrão do ensino. No Brasil, a Faculdade São Leopoldo Mandic é um exemplo extremo disso. Seus 130 alunos têm aulas com cinquenta doutores em odontologia, um deles o próprio dono, José Luiz Junqueira, 58 anos, dentista desde os 21. “Quem não ama falar sobre obturações e canais dentários é tratado aqui como ET”, diz ele.

Nos Estados Unidos e em alguns dos países da Europa, núcleos universitários desse tipo prosperaram há mais de um século. Como no caso brasileiro, eles são uma minoria – mas se encarregam bem da tarefa de formar um grupo de profissionais de alto padrão em áreas diversas. Algo que não fará mal ao Brasil. Suprir a demanda por gente qualificada é imperativo numa economia que se pretende moderna e globalizada. “Um bom conjunto de universidades é pré-requisito básico para qualquer país inovar e enriquecer”, diz o economista Maílson da Nóbrega. Os números do MEC mostram que, para a maior parte do ensino superior brasileiro, falta ainda um longo caminho até a excelência acadêmica. As faculdades-butique são bem-vindas.

Revista Veja - Edição 2135 / 21 de outubro de 2009
Veja a matéria completa: http://veja.abril.com.br/211009/butiques-ensino-p-140.shtml

Nov

22

DAEC-FAE entrevista Gabriel, o Pensador

By Mounir Chaowiche Junior

A 9ª Feira de Gestão contou com a participação de alguns ícones do mundo jovem como Marcelo Tas, Marcelo Adnet, Gabriel O Pensador e Caco Barcellos. O DAEC juntamente com o CAMR aproveitaram a oportunidade para entrevistar alguns palestrantes. Aqui, trazemos alguns trechos da reportagem com Gabriel o Pensador:

DAEC : - Gabriel, como você se sente depois de seu refrão “Até quando você vai ficar levando porrada e vai ficar sem fazer nada” ter ficado primeiro lugar na maioria das rádios do país, mas a população continuar apática em relação aos seus direitos?
Gabriel : - A música provoca uma reação diferente em cada pessoa. Ela foi usada em algumas greves e manifestações. Outras pessoas interpretam por um lado mais pessoal, como um cara que uma vez disse que, ao ouvir a musica, largou o emprego por não agüentar mais seu chefe. Mas, foi uma musica feita de coração.

DAEC: - Qual é a principal diferença entre o jovem da sua época e o jovem atual?
Gabriel: - Acredito que o jovem hoje tem muitas maneiras de se manifestar, que na minha época não existiam. Porém, quanto à participação, acho que já peguei essa fase do jovem não participar muito da política e das manifestações sociais.

DAEC: - Como o estudante pode contribuir para melhorar a sociedade?
Gabriel: - Tentar não se beneficiar apenas a si próprio por poder estudar e constituir uma e estender suas atividades para uma camada que não teve o mesmo acesso à informação. Outra maneira é a participação em agremiações estudantis atuando nas comunidades.

Nov

15

Lei que proíbe um aluno cursar 2 cursos de Universidades Públicas - LEI Nº 12.089/2009

By Thiago Chemin Rosenmann

Os alunos que frequentam duas Universidades públicas ou dois cursos dentro da mesma instituição pública, fiquem muito atentos a Nova Lei que entra em vigor dia 11 de Dezembro de 2009.

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LEI Nº 12.089 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2009.

Proíbe que uma mesma pessoa ocupe 2 (duas) vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Esta Lei visa a proibir que uma mesma pessoa ocupe, na condição de estudante, 2 (duas) vagas, simultaneamente, no curso de graduação, em instituições públicas de ensino superior em todo o território nacional.

Art. 2o  É proibido uma mesma pessoa ocupar, na condição de estudante, simultaneamente, no curso de graduação, 2 (duas) vagas, no mesmo curso ou em cursos diferentes em uma ou mais de uma instituição pública de ensino superior em todo o território nacional.

Art. 3o  A instituição pública de ensino superior que constatar que um dos seus alunos ocupa uma outra vaga na mesma ou em outra instituição deverá comunicar-lhe que terá de optar por uma das vagas no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contado do primeiro dia útil posterior à comunicação.

§ 1o  Se o aluno não comparecer no prazo assinalado no caput deste artigo ou não optar por uma das vagas, a instituição pública de ensino superior providenciará o cancelamento:

I - da matrícula mais antiga, na hipótese de a duplicidade ocorrer em instituições diferentes;

II - da matrícula mais recente, na hipótese de a duplicidade ocorrer na mesma instituição.

§ 2o  Concomitantemente ao cancelamento da matrícula na forma do disposto no § 1o deste artigo, será decretada a nulidade dos créditos adquiridos no curso cuja matrícula foi cancelada.

Art. 4o  O aluno que ocupar, na data de início de vigência desta Lei, 2 (duas) vagas simultaneamente poderá concluir o curso regularmente.

Art. 5o  Esta Lei entra em vigor após decorridos 30 (trinta) dias de sua publicação.

Brasília,  11  de novembro  de 2009.

Nov

11

A ARTE DE DISTORCER - ESTRELANDO: A ESQUERDA BRASILEIRA!

By Manuel Fanego

  

Hoje eu não acordei de bom humor, ainda tive que ouvir comentários ridículos de um prof. comuna sobre “a elite é isso, a elite é aquilo..não admitem quando um cara do povo chega ao poder….e blá blá blá.” e este fato somado ao de alguns dias onde eu estava lendo os comentários do site do Fábio Campana quanto ao nosso grupo, resultaram no texto de hoje. Chega uma hora que cansa ouvir tanta asneira e mentiras da esquerda e, pra melhorar, no domingo fizemos o tal do ENADE, uma palhaçada em forma de prova.

Ora, o fato de estudar em uma boa faculdade, se vestir bem, demonstrar mérito ou até mesmo sinais de prosperidade neste País é, lamentavelmente, um PECADO imperdoável.

O jornalista João Mello Neto sobre o tema diz “Essas coisas significam que você faz parte das nossas pérfidas elites e, portanto, carrega consigo grande parte da culpa pela miséria em que vive razoável parcela da população.”

Sinceramente, não sei quanto aos demais do Oxigênio, mas eu vejo o significado do termo “elite” como: O melhor dos melhores. Existe elite intelectual, elite de médicos, advogados, etc. A elite desses grupos sempre teve significado no sentido de se merecer admiração diante do seu talento, mérito e empenho pessoal, mas o pessoal mais à esquerda insiste em inverter dolosamente esses valores.

Como bem sabemos, a fétida esquerda, que adora distorcer tudo, transformou o termo “elite” em um termo pejorativo. Na falta de conhecimento histórico, econômico, técnico, qualquer que for, para explicar um determinado problema, basta culpar a elite. Se você pratica este “mandamento” esquerdista, cuidado, é um grave sinal de que o seu cérebro já não funciona tão bem como antes.

Quem sem muito conhecimento vê um militante de algum “partidão” discursar em plenárias de Movimento Estudantil, até se comove. Pois, se prega que o povo, em geral, é humilde, possui alma pura, é solidário, e sempre dá o melhor de si em nome da coletividade, mas não prospera porque as elites gananciosas não lhe dão oportunidades ou fazem de tudo para perpetuar a miséria.

Esta dicotomia ridícula e simplista (povo bonzinho e humilde Vs. elite perversa) é o que os partícipes esquerdistas do ambiente universitário, político e estudantil tentam, incansavelmente, nos empurrar.

Me perdoem, mas sempre terei orgulho de ser a “elite” que vocês tanto condenam. São as verdadeiras elites que produzem riquezas, criam valor e fazem da economia cada vez mais próspera. Graças a sua especialização, a sociedade pode oferecer serviços de qualidade em todas as áreas do conhecimento. São as “aselite” que, pelo hábito de ler livros e jornais, possuir espírito empreendedor e não partilhar do comodismo e do clientelismo compõem a opinião pública e o topo da pirâmide econômica de uma nação.

Somos “aselite”, sim, companheirada, e com muito orgulho. Lutamos para alcançar nossos objetivos. Somos esforçados, esclarecidos e, sobretudo, buscamos a nossa independência. É por isso que sempre iremos relutar em sufragar vossas idéias retrógradas e eivadas de contradições e mentiras.

Manuel Fanego

Nov

9

20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM…AS “VIÚVAS” SE VINGAM ELABORANDO O ENADE

By Manuel Fanego

Primeiramente, para todas as pessoas de bem, hoje é feriado mundial, pois se comemora 20 anos da queda do Muro de Berlim. Fato este que marcou com um carimbo de “sistema falido” o comunismo.

Infelizmente, esta queda deixou muitas viúvas, gente que mesmo diante da total falência prática do regime mais sangrento e cruel da história da humanidade (o comunismo) insiste em distorcer fatos e dados para ludibriar a juventude com esta doutrina diabólica.

Acho que o pessoal que elaborou o ENADE, realizado ontem, dia 08/11/2009, faz parte do clube das “viúvas do Muro de Berlim.” Quando li as questões não acreditei no que eu estava vendo. Doutrinação barata no melhor estilo chinês, faltou apenas um retrato do Lula na capa do caderno de prova, ou melhor, um santinho da Dilma, pois a propaganda governista também se fez presente.

Esquerdismo doentio e barato, isso resume o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, que, ao meu ver, serve única e exclusivamente para medir o grau de alienação e esquerdismo presente na mente dos jovens.

 

Manuel Fanego

Nov

6

CHÁVEZ É UM DESASTRE

By Manuel Fanego

“Produtividade e rentabilidade são conceitos do malvado capitalismo e do neoliberalismo.” Estas são as palavras do mais novo quase membro do Mercosul, Hugo Chávez e como não podia ser diferente, assim como os demais socialistas que chegaram ao poder, ele também é um desastre.

Parece piada, mas não é. Chávez conseguiu destruir e economia da Venezuela e agora a “Assembléia Continental dos Companheiros” vai admiti-lo no clube.

A Venezuela, se continuar sob o controle do “bom bolivariano”, se tornará em breve a nova Cuba. Produção despencando, estatizações em plena ascensão, presos políticos e para completar o cenário, apagões diários. Este é o retrato atual da Venezuela, ou melhor, este é o retrato do maravilhoso “Socialismo do Século XXI”.

“Pátria, Socialismo ou Morte” este é o slogan do governo vermelho de Chávez. Prefiro a morte.

Encerro com uma famosa fala de um seriado que fez parte da infância da maioria dos leitores deste site: - TINHA QUE SER O “CHAVES” MESMO….

Manuel Fanego

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Matéria publicada na Revista Veja

Autoria: Duda Teixeira, de Cidade Guayana.

Imagens: Eduardo di Baia/EP e Fernando Cavalcanti

Internacional

Nosso sócio é um desastre

Fomos ver de perto como funciona a economia do novo membro do Mercosul. O cenário é chocante. A cubanização da Venezuelajá destruiu a produção de bens e alimentos

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 CORONEL FALASTRÃO

Graças a Chávez, a Venezuela está se tornando uma nova Cuba: produção em queda, presos políticos e, agora, apagões diários

O Brasil acaba de aceitar um sócio de alto risco. Na quinta-feira da semana passada, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a adesão da Venezuela ao Mercosul. O assunto seguirá agora para votação no plenário, onde a maioria governista deve referendar a decisão. Como Uruguai e Argentina já deram sinal verde, só falta o aval do Senado do Paraguai. Não se tem ideia de como o coronel Hugo Chávez fará para cumprir as cláusulas democráticas do Mercosul. Seu governo é autoritário, persegue opositores, jornalistas e pretende prolongar-se indefinidamente. Como sócio, Chávez terá poder de veto nos acordos comerciais entre os países do Mercosul e o restante do mundo – e não é difícil imaginar o estrago que sua preferência pelas piores parcerias (Coreia do Norte, Irã e Cuba) pode causar. Felizmente, Chávez não é a Venezuela, e um dia o país voltará à democracia e ao progresso.

Até que isso ocorra, Chávez será outra perturbação numa instituição estagnada. Não há acordo entre os membros do Mercosul sobre os próximos passos, as políticas comuns nunca saíram do papel e cada governo se queixa do protecionismo do vizinho. Na campanha presidencial no Uruguai, falou-se abertamente em deixar o bloco e assinar livremente acordos com os Estados Unidos e a União Europeia. Na semana passada, o Brasil adotou represálias comerciais contra a Argentina, que há anos impõe restrições à entrada de produtos brasileiros. A Venezuela é um bom parceiro comercial do Brasil. Nos últimos dez anos, a exportação de produtos brasileiros para aquele país multiplicou-se quase dez vezes. O superávit a favor do Brasil beira os 5 bilhões de dólares. Nada a ver com o Mercosul. Muitos dos negócios foram facilitados pura e simplesmente pela destruição da capacidade produtiva doméstica em razão do malfadado socialismo do século XXI de Chávez.

Em cinco anos, desde que o coronel se declarou comunista, mais de cinquenta companhias de grande porte e 2,5 milhões de hectares de terra foram estatizados. Mais de 250 000 cooperativas foram criadas para substituir as empresas “burguesas”. O resultado é desastroso. A produção das companhias nas mãos do estado caiu 40%, enquanto o número de funcionários duplicou. De todas as terras ocupadas, apenas 2% continuam a produzir. Das cooperativas criadas, 96% já foram desfeitas. Não se pode acusar Chávez de ter mentido sobre suas intenções. “Produtividade e rentabilidade são conceitos do malvado capitalismo e do neoliberalismo”, disse o coronel, com sinceridade.

VEJA foi ver de perto o processo de cubanização em curso no país que aceitamos como sócio. Durante sete dias, uma equipe de jornalistas visitou indústrias e fazendas cubanizadas em oito cidades. Um caso exemplar é a Alcasa, fábrica de alumínio em Cidade Guayana, polo industrial a 530 quilômetros de Caracas. Em 2005, o controle da estatal foi entregue aos trabalhadores em regime de cogestão. A primeira providência deles foi realizar uma eleição para a escolha dos cargos de direção. A título de preparação para os novos cargos, os eleitos receberam cursos sobre o “Pensamento econômico de Che Guevara” e de guerrilha, pomposamente rebatizada de “guerra assimétrica contra o imperialismo”. Na visão do então presidente da companhia, o professor de educação física Carlos Lanz, a prioridade nunca foi produzir, e sim “criar pequenas unidades que possam empregar armamentos básicos: fuzis e lança-foguetes, ou em seu lugar explosivos de maior escala”.

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 INEFICIÊNCIA

 

Trabalhadores que assumiram a direção da Alcasa: produção pela metade, mas com o dobro do pessoal

Uma unidade de milicianos foi montada dentro da empresa, comandada pelo chefe de RH. O número de empregados dobrou, enquanto a produção desabava. Na semana passada, das 684 células de produção de alumínio, 316 estavam paradas por falta de manutenção. “Estamos no meio de um processo, aprendendo como as coisas funcionam”, explicou a VEJA Alcides Rivero, um dos coordenadores do Controle Obreiro, a organização de empregados. O descaso com os direitos trabalhistas é um ponto em comum nas empresas socialistas. A falta de equipamento de segurança tornou-se crônica. Na PDVSA, a estatal petroleira, funcionários que deixam o turno precisam entregar as botas de borracha aos que entram. Os coletes salva-vidas dos que trabalham no mar estão em trapos. Muitas vezes, os próprios empregados compram capacetes e equipamentos de proteção. “Os equipamentos de segurança na estatal nunca foram bons. Agora, estão ainda piores”, disse a VEJA José Bodas, dirigente sindical da PDVSA.

Os salários estão congelados, apesar de a inflação anual ultrapassar os 30%. Quem ousa reclamar ou promover greve é punido. Rubén González, sindicalista faz quinze anos na Ferrominera Orinoco, em Cidade Piar, está há um mês em prisão domiciliar. Chavista no passado, González organizou uma greve em agosto pedindo o pagamento retroativo de um aumento salarial. Depois da paralisação, foi preso por seis dias sob acusação de incitar a delinquência. Solto, foi condenado à prisão domiciliar. “Meu crime foi defender os trabalhadores”, disse González a VEJA. Aos 50 anos, ainda é membro do PSUV, o partido de Chávez. “Isso não é socialismo, porque não há igualdade. Nós, trabalhadores, somos discriminados”, diz. Até o momento, o governo chavista já processou 64 dirigentes sindicais. Nas palavras do jornalista Damián Prat, que escreve no Correo del Caroní, Chávez entrará para a história por ter criado o “estatismo selvagem”.

A devastação chavista é ainda mais virulenta no campo. As invasões de terra estão a cargo das Forças Armadas. Há sete meses, Orlando José Polanco teve sua fazenda de 2.200 hectares no município de Simón Planas tomada por 1.000 soldados. Logo depois chegaram quinze tratores para começar a arar a terra. Com o movimento das máquinas ao fundo, Hugo Chávez gravou no local o Alô Presidente, seu programa dominical na televisão. Uma semana depois, todos os tratores estavam quebrados. “Há muitas pedras no solo aqui. É impossível arar ou plantar feijão”, diz Polanco. “Eles não sabem o que fazem.” A casa do vigia, dentro da propriedade, transformou-se em um posto da polícia militar. A 10 metros de distância ainda se vê um ninho de metralhadoras, deixado pelo Exército.

Nem os pequenos proprietários estão a salvo. No mês passado, um helicóptero Superpuma da Aeronáutica, com capacidade para vinte pessoas, pousou na fazenda San José, de 71 hectares, em Barquisimeto, levando a bordo o presidente do Instituto Nacional de Terras e o ministro da Agricultura. Bandeiras foram hasteadas, houve discursos e, uma semana depois, chegaram 250 integrantes da milícia campesina. Eles vestem camisa vermelha, pintam o rosto com tinta de camuflagem e cantam hinos revolucionários. “Aconteceu tanta coisa em apenas um mês que acho que não tenho mais medo de nada. Estou pronto para o pior”, disse a VEJA Oscar Martinez, que plantava milho e criava gado para corte na San José. Martinez e outros agricultores lembram com saudade de quando a Venezuela exportava café, milho, arroz e laranja. Antes de Chávez, o país produzia 90% do açúcar e 76% da carne que consumia. Hoje, a produção doméstica só dá conta de 30% e 45%, respectivamente.

Os apagões quase diários e sem aviso prévio, que duram entre duas e cinco horas, são outro exemplo da ineficiência socialista. Apenas a cubanização explica como um país instalado sobre a quinta maior reserva de petróleo do planeta padece de escassez de eletricidade. A incapacidade administrativa do chavismo pode ser medida em números. Por falta de manutenção, só está em operação metade das vinte turbinas de Guri, a principal hidrelétrica do país. A maior termelétrica, Planta Centro, opera com reles 6,5% da capacidade instalada. Na Electricidad de Caracas (EDC), a produção já é 5% menor que a de dois anos atrás, quando foi estatizada. A Edelca, estatal de geração de energia hidrelétrica, era considerada um exemplo de eficiência. No ano passado, pela primeira vez, não registrou lucro. Seus fornecedores não recebem há quatro meses. Nos últimos quatro anos, o número de funcionários subiu de 3.500 para 5.600.

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PALAVRAS DE ORDEM

Entrada da Invepal, estatal de papel, em Morón: ideologia e prejuízos

A única consequência positiva da devastação do sistema produtivo é a queda da popularidade de Chávez. Com os alimentos escassos, salários congelados, falta de água e luz, os venezuelanos começaram a entender o significado real do que diz o presidente falastrão. Segundo as pesquisas, apenas 17% votariam por Chávez se as eleições fossem hoje. Há um mês, eram 31%. A desastrosa transição para o socialismo só não levou o país ao colapso total porque o presidente conta com o dinheiro da venda do petróleo. Estima-se que Chávez tenha gasto 900 bilhões de dólares em dez anos, metade dos quais proveniente da exportação petrolífera. Em termos de desabastecimento, a vida no país assemelha-se bastante à de Cuba: há escassez de papel higiênico, sabonetes, farinha e leite. Nos supermercados estatais, a lista com os produtos disponíveis é fixada na porta a cada manhã. Quase todos os alimentos são importados. A diferença entre Venezuela e Cuba é que o primeiro país tem quase o triplo da população do segundo e guarda petróleo em seu subsolo. Com gente e dinheiro, a Venezuela é um mercado muito mais atraente para o Brasil que a ilha caribenha. Já Chávez é tão ruim para seu povo quanto os caquéticos irmãos Castro.

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NO ESCURO

Yaritagua, a 250 quilômetros de Caracas, sofre com dois apagões diários desde junho. Sem poder usar o ar-condicionado ou ver televisão, a família de Rafael Adan, 32 anos, passa parte das noites na calçada, conversando e olhando o fluxo de carros. Ele trabalha em uma funerária, ao lado de sua casa. “Muitas vezes não posso atender clientes porque não há luz”, diz

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INVASÃO MILITAR

Em sua fazenda de 71 hectares na cidade de Barquisimeto, Oscar Martinez plantava milho e criava gado de corte. No fim de setembro, sua terra foi tomada pelo Exército. Atualmente, sua propriedade serve de base para integrantes de uma unidade da milícia campesina. Ali, eles recebem instrução militar e cantam hinos contra a “oligarquia”. “Estou pronto para o pior”, diz o proprietário rural

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Nov

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Como ficará o Mercosul com a entrada da Venezuela

By Thiago Chemin Rosenmann

Do ponto de vista brasileiro, como fica o Mercosul com a possível entrada da Venezuela? Três especialistas no assunto ajudam a entender quais os benefícios e malefícios dessa novidade.

Oct

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Frase do dia

By Thiago Chemin Rosenmann

… outra definição para o PAC: Programa de Adiamento do Crescimento…

Para quem não sabe, apenas 3% das verbas estimadas para o PAC foram liberadas até agora.


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